Hipotireoidismo em gatos

Quando essa glândula “trabalha” de forma mais lenta, ou seja, exerce uma hipofunção, diminui a secreção dos hormônios T3 e T4, acarretando uma diminuição do metabolismo do pet.

por George Augusto — publicado 13 abr 2015 - 10:27

É comum vermos gatos super obesos, principalmente aqueles que moram dentro de casa. Muitos tutores adoram ver seus gatos gordos, por acharem que eles ficam mais fofos e saudáveis. Na esperança que os felinos ganhem peso rápido, os tutores ofertam muitas comidas de diferentes naturezas. O que muitas pessoas não sabem, é que gatos obesos normalmente não são saudáveis. Existem casos em que os animais não comem grande quantidade e ganham muito peso, chegando a ficar o triplo do peso normal. Nesse caso, pode ser uma alteração hormonal, mais conhecida com Hipotireoidismo.

Existe uma glândula endócrina, tanto no corpo do animal quanto no do ser humano, chamada Tireóide. Quando essa glândula “trabalha” de forma mais lenta, ou seja, exerce uma hipofunção, diminui a secreção dos hormônios T3 e T4, acarretando uma diminuição do metabolismo do pet.

Hipotireoidismo em gatos. Foto: Reprodução

Hipotireoidismo em gatos. Foto: Reprodução

A causa para o aparecimento do hipotireoidismo nos felinos é normalmente ocasionada por uma doença auto-imune. Nesse caso, o sistema imunológico do animal começa a atacar o próprio organismo, consequentemente impede a tireóide de produzir e secretar seus hormônios corretamente. Outra causa bastante comum é a atrofia da glândula, que até o momento é de origem desconhecida.

Os sinais clínicos encontrados em animais que possuem hipotireoidismo podem ser bem clássicos para os profissionais, porém os tutores podem confundir com outras doenças que possuem a sintomatologia semelhante. O sintoma mais comum é o aumento de peso. Como dito anteriormente, o gato começa a ganhar muito peso sem comer grandes quantidades. Muitos tutores diminuem a quantidade de comida, porém o animal não consegue perder o peso. Além da obesidade, o felino pode apresentar outros sintomas, tais como: Intolerância ao exercício físico; Letargia; Os pelos começam a ficar mais secos e sem brilho; Aparecimento de alopecia; Sonolência; Bradicardia (diminuição dos batimentos cardíacos) e etc. É importante ressaltar que esses sinais clínicos variam de animal para animal.

O diagnóstico é feito através do exame clínico feito pelo médico veterinário da sua confiança. Por mais que os sinais clínicos sejam muito indicativos para a patologia, é importante que sejam feitos exames laboratoriais específicos. Através desses exames, o médico veterinário poderá saber a quantidade de hormônios circulantes na corrente sanguínea. Caso o profissional ache necessário, poderá exigir uma ultra-sonografia para a verificação da glândula.

Caso o tutor tenha suspeita que o animal apresenta uma doença endócrina, é importante que seja levado a um especialista em endocrinologia. O tratamento consistirá na terapia medicamentosa escolhida pelo profissional. Depois que o médico veterinário adaptar a dose ao animal, o mesmo deverá tomar o remédio até o final da vida. O animal começará a apresentar melhora ao menos uma semana depois do início do tratamento. De forma alguma peça opiniões ou remédios de leigos.

Quanto mais cedo o tutor levar o animal para uma consulta, menores são os prejuízos para a saúde do felino. O check-up deve ser feito anualmente, por isso não deixe de fazer. Isso ajudará a manter a saúde do seu pet em dia, aumentando, com isso, sua longevidade.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

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