Leucemia Viral Felina (LVF)

Essa moléstia é causada pelo vírus, chamado de FeLV (Feline Leukemia Vírus) que leva milhões de gatos ao óbito em todo o mundo.

por George Augusto — publicado 26 abr 2015 - 19:33

Não é muito difícil encontrar pessoas que já ouviram falar em leucemia em seres humanos. No entanto, desconhecem que os animais, mais precisamente os gatos, podem desenvolver essa doença. Por mais que o nome seja parecido com a que acomete os humanos, a leucemia dos felinos é transmitida de animal para animal, diferentemente do que acontece nos seres humanos, já que a deles não é transmissível. Como o próprio nome já diz, essa moléstia é causada por um vírus, chamado de FeLV (Feline Leukemia Vírus) que leva milhões de gatos ao óbito em todo o mundo. Essa doença ataca o sistema imunológico do felino, fazendo com que ocorra uma diminuição dos anticorpos, conseqüentemente o pet fica totalmente vulnerável a outras moléstias.

Foto: Reprodução

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A transmissão ocorre somente de gato para gato. É importante lembrar que a LVF só acomete os felinos, não sendo ameaça para o ser humano, isto é,  não se trata de uma zoonose. Uma simples saliva, contato com sangue ou uma secreção nasal do animal doente, pode ser o suficiente para um gato sadio ser infectado. A Leucemia Viral Felina é extremamente contagiosa, por isso o tutor deve tomar sérias medidas preventivas para que o pet não seja exposto ao vírus.

Não é porque o animal foi infectado que ele apresentará sintomas. A LVF, assim como várias outras doenças,  pode se apresentar de forma assintomática, ou seja, o animal não apresenta nenhum sintoma da moléstia. Contudo, a grande maioria dos animais infectados, apresenta a forma sintomática.

Os principais sinais clínicos que o gato poderá apresentar quando estiver infectado pelo FeLV, são: Perda de apetite; Diminuição na ingestão de água; Presença de secreção ocular e nasal; Dificuldade respiratória; Perda de peso; Letargia; Febre; Diarréia; Anemia severa, ocasionando mucosas pálidas; Presença de linfonodos (ínguas) em várias partes do corpo; Depressão e morte.

A sintomatologia pode variar de animal para animal, por isso não tome atitudes precipitadas, procure um profissional para uma avaliação.

O diagnóstico deve ser feito por um médico veterinário de sua confiança. O exame clínico deve ser indispensável, pois isso fará que o profissional descarte outras doenças que possuem sintomatologias semelhantes. Porém, o que irá fechar o diagnóstico de forma mais segura e eficaz, é o exame laboratorial.

Infelizmente, ainda não existe um tratamento que possa levar à cura do gato. O que os médicos veterinários executam é um tratamento de suporte para amenizar os sinais cínicos que o animal apresenta, a fim de proporcionar uma melhor qualidade de vida. Animais que são portadores do FeVL, tem uma estimativa de vida de 1 a 5 anos.

A melhor forma de combater a Leucemia Felina é fazendo uma boa prevenção, principalmente através da vacinação anual. Atualmente, existe a vacina para a LVF, sendo disponibilizadas em consultórios, clínicas e hospitais veterinários. Uma outra forma bastante eficaz, é sempre manter o pet dentro de casa. Isso evita muito o contato com o vírus. Animais que são soltos na rua, para caçar ou passear, são bem mais susceptíveis à infecção.  Qualquer anormalidade no felino, o tutor deve levá-lo a uma consulta imediatamente.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

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