Peritonite Infecciosa Felina (PIF)

Na Peritonite Infecciosa Felina (PIF) ocorre uma inflamação na membrana que reveste o interior da cavidade abdominal do gato, chamada dentro da medicina de Peritônio.

por George Augusto — publicado 24 mar 2015 - 8:56

Muitos criadores e amantes de gatos conhecem a famosa Peritonite Infecciosa Felina (PIF), já que é uma das moléstias que mais causam óbito em felinos domésticos. Nessa doença ocorre uma inflamação na membrana que reveste o interior da cavidade abdominal do gato, chamada dentro da medicina de Peritônio. A PIF acomete gatos independentemente de raça, sexo ou idade. Existem gatos que são portadores da moléstia, porém são assintomáticos, ou seja, não apresentam nenhum sintoma. Por sua vez, esse animal pode transmitir a doença para outros animais. Nos gatos que apresentam a PIF sintomática, os sinais começam a vir à tona, em média, uma semana depois da infecção.

A Peritonite Infecciosa Felina é conseqüente de uma infecção causada pelo Coronavírus. Os gatos que costumam ter queda na imunidade são mais susceptíveis ao aparecimento da doença. O meio de transmissão mais comum de se ocorrer é através da ingestão de fezes infectadas de outros felinos. Não necessariamente o gato precisa estar junto de outros felinos para ser contaminado. O próprio sapato do tutor pode ser o veículo do vírus. É importante que os sapatos usados durante o dia na rua não entrem em contato com os gatos da casa.

Os sinais clínicos presentes em animais portadores da Peritonite Infecciosa Felina são bem amplos, com isso fica difícil distingui-los de outras doenças. É importante ressaltar, que os animais doentes podem ou não apresentar os sintomas descritos abaixo. Isso irá variar de animal para animal.

Os felinos podem apresentar dois tipos principais de PIF, sendo elas a Úmida (Efusiva) ou a Seca (Não-efusiva).

Peritonite Infecciosa Felina. Foto: Reprodução

Peritonite Infecciosa Felina. Foto: Reprodução

Úmida (Efusiva): É a forma mais comum da doença. Na úmida, é observada a dilatação anormal do abdômem, devido ao acúmulo de líquido, conhecido como Ascite. Normalmente, a PIF efusiva se torna altamente letal, devido à possibilidade de ocorrer acúmulo de líquido no tórax do felino, impedindo assim, que o pulmão funcione corretamente.

Seca (Não-Efusiva): A PIF seca é a menos comum, porém bem mais perigosa que a Úmida. Nessa situação, ocorre necrose de órgãos torácicos, abdominais e até mesmo do sistema nervoso Central (SNC). Quando o SNC é acometido, o animal apresenta sérios sinais neurológicos, como: Convulsões, tremores, mudança de comportamento (agressividade) e etc.

Entretanto, existem sinais que ambas as PIFs apresentam, tais como: Anorexia (Não ingere alimento);  Diminuição de ingestão de líquido; Letargia; Febre; Prostração; Icterícia (Mucosas amareladas) e entre outras.

O diagnóstico deve ser feito unicamente pelo médico veterinário de sua confiança. O diagnóstico é feito pelo profissional através da anamnese e do exame minucioso do animal. Normalmente, o médico veterinário recomenda exames laboratoriais para que o diagnóstico seja fechado de forma correta. Outro meio bem seguro é o ultrassom, onde é observada a presença de inflamação no interior do abdômem..

Infelizmente não há tratamento eficaz para a Peritonite Infecciosa Felina (PIF). O médico veterinário receita uma terapia medicamentosa a fim de minimizar os sintomas aparentes, mas dificilmente o quadro é revertido.

A melhor forma é a prevenção. Sendo assim, é importante que o tutor tenha certos cuidados com o pet, tais como: Não introduzir animais desconhecidos no mesmo ambiente do seu gato; Deixar os sapatos longe dos felinos; Fazer um check up, de 6 em 6 meses, numa clínica veterinária; Acomodar o pet sempre no interior da casa, pois as “voltinhas” na rua podem levar facilmente à uma infecção.

 

Por: George Augusto von Schmalz Portella de Macedo

Ocupação: Acadêmico de Medicina Veterinária

Contato: [email protected]

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